Museu dos Presuntos
Avenida Cidade de Ourense, 43
Vila Real
Tel. 259 326 017
Se não é um frequentador regular, como é o meu caso, mas apenas episódico, e está à espera de grandes novidades na ementa, desengane-se. Nesta casa pratica-se uma comida regional sólida, com pratos há muito testados e que são uma espécie de rosto da sua tradicional oferta gastronómica. Por isso, a lista chega a parecer algo monótona, mas, se bem lida, vê-se que tem um equilíbrio próprio, dá grande segurança e oferece opções muito diversas. As incursões do Silva pela zona do Barroso permitem-lhe assegurar um permanente abastecimento de óptimos produtos da região, ao mesmo tempo que o Douro é a zona forte da magnífica garrafeira, com preços bastante razoáveis, em especial para o que por aí se vê. O presunto é sempre de primeira qualidade, a vitela barrosã é a base da bela “posta”. Não se espraie muito pelas apetitosas entradas, porque tem de estar disponível para o que vai seguir-se. O serviço pode ser um pouco lento em dias de casa cheia, mas é sempre simpático e acolhedor. Um “senhor” restaurante, a meu ver o melhor de Vila Real – que me desculpem os outros, mas a culpa é exclusivamente deles! Uma alternativa: se as mesas dos "habitués", à esquerda de quem entra, não estiverem preenchidas, o que é raro, pode provar apenas uns petiscos com vinho da casa, em malga...
Avenida Cidade de Ourense, 43
Vila Real
Tel. 259 326 017
Se não é um frequentador regular, como é o meu caso, mas apenas episódico, e está à espera de grandes novidades na ementa, desengane-se. Nesta casa pratica-se uma comida regional sólida, com pratos há muito testados e que são uma espécie de rosto da sua tradicional oferta gastronómica. Por isso, a lista chega a parecer algo monótona, mas, se bem lida, vê-se que tem um equilíbrio próprio, dá grande segurança e oferece opções muito diversas. As incursões do Silva pela zona do Barroso permitem-lhe assegurar um permanente abastecimento de óptimos produtos da região, ao mesmo tempo que o Douro é a zona forte da magnífica garrafeira, com preços bastante razoáveis, em especial para o que por aí se vê. O presunto é sempre de primeira qualidade, a vitela barrosã é a base da bela “posta”. Não se espraie muito pelas apetitosas entradas, porque tem de estar disponível para o que vai seguir-se. O serviço pode ser um pouco lento em dias de casa cheia, mas é sempre simpático e acolhedor. Um “senhor” restaurante, a meu ver o melhor de Vila Real – que me desculpem os outros, mas a culpa é exclusivamente deles! Uma alternativa: se as mesas dos "habitués", à esquerda de quem entra, não estiverem preenchidas, o que é raro, pode provar apenas uns petiscos com vinho da casa, em malga...
2 comentários:
Se tinha dúvidas, deixei de as ter...
Eu explico: não sendo de Vila Real, mas cá morando há pouco mais de um ano, senti hoje necessidade de ir jantar fora com a minha esposa, sem saber onde se comeria bem, com bom serviço.
Como profissional das TI, confiei o meu destino à nuvem e vim parar a este excelente blog (que já está nos favoritos, para futura referência), mais especificamente, a este post.
Estava, pois, no Barriguinha Cheia a encher a minha barriguinha quando, sem ser por mal, deitei uma orelhita na conversa da mesa do lado...
Fiquei com a nítida sensação que os nossos anónimos parceiros de repasto não seriam senão o caríssimo autor deste blog e sua esposa (presumo).
E depois de ver este post, denotando que andava mesmo por estas bandas, reforço a minha ideia inicial.
Como é imensa a Internet, e como Portugal é pequeno...
Espero pelo seu post com a análise do seu jantar de hoje.
Evoé! Evoé!
Deixe-me saudar com este brado báquico o regresso do Ponto Come, tanto tempo encoberto no nevoeiro virtual.
Cumprimento também o autor, despido que foi agora o pudico pseudónimo.
Auguro ao criador e à criatura vitórias numerosas na perene batalha pela "ressurreição do património culinário português" de que fala o facundo Quitério insurgindo-se contra dois dos seus irredutíveis inimigos: por um lado "a imaginação dos responsáveis dos restaurantes (que) não ultrapassa , na maior parte dos casos, a sopa de legumes, o peixe cozido ou grelhado com batatas, o frango ou as febras de churrasco, o bife dito da casa, o pudim flan e outros narizes-de-cera do mesmo quilate" e, por outro, o "cortejo de arremedos de cozinha francesa ou tida como tal: a cozinha nova-rica, imitação pindérica da outra, onde os ornatos disfarçam a substância, os rodrguinhos mascaram a essência".
Trave-se, pois, o bom combate.
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