Alta “gastronomia”


Redescobri a delícia do pão com manteiga! Desde há anos que tinha passado a olhar com uma sobranceria crítica quem esparramava, com uma faca, aquela coisa amarela no pão, quando havia tantas outras coisas, das compotas a pastas, para lhe dar um sabor forte. Achava o pão-com-manteiga um primarismo, uma coisa de infância tardia, uma falta de imaginação.

Ainda por cima agora, quando os pães de qualidade começam a renascer por Lisboa (não, não é a “Padaria Portuguesa”, que é banal), desde Alcântara (na Prior do Crato) a S. Bento (na rua Nova da Piedade), passando pelas Avenidas Novas (esquina da Defensores de Chaves com a Miguel Bombarda). 

Mas. um dia, fui levado a provar uma manteiga açoreana (com sal, claro!), de seu nome Milhafre. Que maravilha! Não quero outra coisa! Grandes pãozadas, barradas generosamente, me têm servido de regalo, com os últimos pacotes dos “blend” de chá que trouxe do “Fortnum & Mason” (tenho de ir a Londres buscar mais).

Viva o pão-com-manteiga! 

Comentários

  1. Caro Francisco,

    a que padaria na Rua Nova da Piedade se refere?

    Obrigado,

    JOP

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  2. Caro Embaixador, permita-me uma sugestão alternativa à Milhafre. No Jumbo há duas manteigas que recomendo uma é da President La Motte (com sal quase em grão) e uma outra Jean-Marie CABAY (salé). E se a base for um pão rústico da ti Domingas nas Odrinhas, acabado de sair do forno de lenha ... nem sequer sei traduzir. Bem haja.

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  3. Francisco meu caro,
    Apoio em gênero, número e SAL os partidários da excelente manteiga da Président que se chama La Motte (butter with sea salt flakes)! Imperdível!

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  4. Fiz um percurso semelhante em relação à manteiga. Vivo fora de Portugal, pelo que não posso comentar com grande conhecimento de causa as manteigas locais. Já encomendei manteiga açoreana, que é muito boa. No entanto, concordo com os comentários anteriores, é muito difícil bater as francesas da zona da Normandia, ou Charentes-Poitou, com sal do mar, que são as que normalmente uso. Em Portugal, gostei muito da Tante Hélène, salvo erro da Bretanha, que se pode encontrar em lojas de produtos biológicos.

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