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10 restaurantes de Lisboa que recomendo: 1. Jockey

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Para quem não conhecer o local, lá chegar pode ser uma espécie de aventura (talvez com GPS seja fácil). O Jockey é um restaurante que fica no meio do hipódromo do Campo Grande. Entra-se pelo topo norte da avenida que passa em frente à cantina e por detrás da reitoria da universidade de Lisboa. É essencial reservar ( 217 957 521 ). Dizemos ao que vamos numa cancela e procuramos o local. Há que ter cuidado onde se estaciona, porque as vagas, por ali, são como agulhas num palheiro - e ali há muita palha! Pelo caminho, não se admire se, às vezes, se cruzar com uma fauna de nariz arrebitado, a armar ao fino e a bater o tacão, claramente indisposta por interrompermos a exclusividade do seu lazer equino. A sala é interessante, com uma espécie de reservados em modelo de “cavalariças”, onde se acomodam os grupos. No bom tempo, o restaurante abre-se para um amplo e belo espaço exterior. Come-se bastante bem, os preços não são excessivos para o ambiente e para a qualidade daquilo que nos é propos

DeRaiz

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  Assim não vamos lá! Ou há mudanças drásticas ou este país não se endireita! Não há dietas que resistam, o colesterol (como a inflação, os juros e o serviço da dívida) não para de aumentar, os trigliceridos disparam, os açúcares ficam sem dono. O SNS, assim, estoura! Ou se aproveita esta maioria absoluta para pôr cobro a isto ou o país fica ingovernável! Ontem, fui a um restaurante que se revelou “impossível”. Ia por indicação de um amigo, que sabe imenso da poda. Era, disse-me, um local “muito bom e a preços muitos decentes”.  Pois isso! Desconfiei logo! A 12 minutos do centro de Viseu? Este tipo de lugares excêntricos criam-me sempre uma fundada suspeita. Ó meus amigos, como diria o diácono Remédios, com sotaque viseense (e é de Viseu que estamos a falar), isso não existe! Ou melhor, se acaso existe, é por más razões e a prudência básica aconselha a que seja proibido. Ia dormir a Viseu e tinha-me perguntado: “onde é que vou jantar?” Conhecia vários restaurantes na cidade, mas apetec

Zambeze

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Fui lá, pela primeira vez, já há muitos anos. E gostei. Volto, de quando em vez, sempre sem me arrepender. Fica a meio caminho entre a rua da Madalena e o castelo, por detrás do CDS, um pouco antes do Chapitô, com o qual partilha uma deslumbrante vista sobre Lisboa. O Zambeze apresenta uma bela e competente lista onde, juntamente com a culinária portuguesa, se podem encontrar algumas notas gastronómicas moçambicanas (tal como acontece no Ibo, no Cais do Sodré), tendo aliás ao seu serviço pessoal da mesma origem, que são de uma extrema gentileza e eficácia (mas, hoje, a cozinha esteve um tanto lenta). Come-se ali muito bem, numa boa relação qualidade/preço. E para estacionar o carro, naquela área? já estou a presumir o leitor a perguntar. É muito fácil. O Zambeze fica no topo de um prédio com um amplo parque de estacionamento, ainda por cima com um conveniente Pingo Doce na base.

Lamassa

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É no meio do Estoril, terra com ruas onde sempre me perco. Instalações simples, arejadas, sem luxos. Tem poucos lugares. Ou se vai às 19:00 ou às 21:00. O serviço é atento, profissional, diligente. Tem uma lista de vinhos que surpreende. A conta foi justa. Come-se muito bem no Lamassa, a julgar pela experiência, que há que repetir. Lead: Pelos vistos, há um belo italiano no Estoril.

Belo conselho

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Na casa de banho de um restaurante: “Estimado cliente. Utilize esta casa de banho como se tivesse cometido um crime: não deixe vestígios”.

“Outro Tempo Bar”

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Não sei quantos lugares sentados tem, mas não são muitos. Por isso, é prudente reservar (ontem, quase que me arrependi de o não ter feito). É um local magnífico para um tête-à-tête, mas a proximidade das mesas não assegura o segredo das confissões. Fica numa rua que ladeia o Jardim da Estrela. A decoração e o mobiliário não têm ”peneiras”, como antes se dizia. Apresenta uma lista simples, prática, com muitas opções, a preço acessível, vista à luz do que por aí agora se paga. Às mesas, servem dois cavalheiros com grande profissionalismo, simpatia e eficiência, portando um colete à maneira, mas num registo sempre despretensioso. Talvez porque pairem por ali reminiscências de outras eras, o local chama-se “Outro Tempo Bar”. A abrir, surge na mesa um clássico da casa: as bolas de croquetes de carne. Com o café, servem um sucedâneo do “After Eight”, a lembrar outra mesa não muito distante, onde também reina a carne, e os pecados (apenas de gula, claro) que dela derivam. Estacionar por ali n

Outono em Vila Pouca

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Cabrito, castanhas, javali, cogumelos. O menu, sazonal, andava por estas coisas. Claro que a posta de vitela também estava ali ao lado e até se provou uma alheira, para picar, antes da chegada das coisas mais substanciais. Para dar lastro líquido, escolhi um reserva de Arcossó, terra da minha visavó. Tudo estava mais do que excelente, mas, se me permitem um destaque, a sopa (um “velouté”) de castanhas e míscaros era de comer e chorar por mais. Ainda olhei o bolo de castanha, mas não quis fazer mais uma asneira, embora, como diz um amigo, só se vive uma vez e esta é a última, ao que consta. Que bem que se continua a comer na casa da família Machado, no restaurante Costa do Sol, no hotel Aguiar da Pena, em Vila Pouca de Aguiar!