Quatro dias, cinco mesas


O Alentejo, em matéria de restaurantes, é uma “nação” (como se diz no Porto)! Não conheço zona do país (excetuando o Algarve, que é uma espécie de “offshore” em termos gastronómicos) onde haja uma concentração tão forte de boas mesas, onde a probabilidade de se não ter uma desilusão quando se entra numa casa desconhecida seja tão baixa. Confirmei isso agora, nuns dias que passei em Arraiolos.

Deixo cinco notas.

A primeira, e com destaque, gostei imenso da experiência do restaurante Gadanha (com a sua Mercearia), no centro de Estremoz. Uma lista criativa, bela apresentação, um serviço muito profissional, um local a revisitar com grande prazer. Preço a condizer.

Em Arraiolos, três notas. 

Na Pousada Convento de Arraiolos, num espaço hoteleiro hoje um pouco descuidado, tive, contudo, uma boa refeição, com um serviço atento e simpático. O preço foi o das pousadas, que não é baixo

No centro da vila, duas experiências. 

A primeira no restaurante Alpendre, um clássico, com decoração rústica bem alentejana, ficámos com “mixed feelings”. Tem uma carta ambiciosa que, no entanto, necessita de dar mais garantias na qualidade do que é servido. Serviço agradável. Preço razoável. Há que voltar.

A segunda foi na Moagem. Uma casa mais modesta, mas em que fomos bastante bem servidos, com o dono da casa a atender uma sala cheia. Preço bastante razoável.

Finalmente, já de saída, em Lavre, entre Montemor e Coruche, no Maçã, num almoço de domingo, com casa a abarrotar, tivémos um ótimo almoço. A sala é banal, as mesas um pouco encavalitadas, mas o serviço, apesar de lento, foi capaz e atento. O preço foi muito agradável.

Comentários

  1. Em Estremoz tive uma experiência muito agradável no restaurante "São Rosas", que a manter-se o mesmo tipo de comida e serviço recomendo vivamente.

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