Há dias, fui com amigos almoçar a Alcabideche. A expedição tinha um propósito simples e sério: um cozido à portuguesa num restaurante que eles conheciam, o “Aires”. Valeu a pena.
29.3.26
Sttau Monteiro
Há dias, fui com amigos almoçar a Alcabideche. A expedição tinha um propósito simples e sério: um cozido à portuguesa num restaurante que eles conheciam, o “Aires”. Valeu a pena.
24.2.26
Taberna Albricoque
18.2.26
À mesa no Alentejo
Para chegar ao Tintos e Petiscos, indo de Estremoz, são trinta e tal quilómetros até Vaiamonte. Comecei por conhecer a casa num outro espaço, já num outro tempo. A qualidade da oferta, numa lista 100% alentejana, foi sempre boa. Vale a pena ir à arrecadação para escolher os vinhos, embora em regra nada baratos. Fui por um Douro, ainda a preço razoável. Saímos satisfeitos, como sempre por ali tem acontecido.
Deixámos Estremoz sem rever o restaurante da Pousada (só dá jantares), bem como o surpreendente Larau e, uma vez mais, sem testar como se comporta a velha Adega do Isaías, desde há uns tempos com nova gerência. E sem repetir o Alecrim, uma aposta de difícil afirmação numa terra com tão boa oferta. As obras no Águias de Ouro continuam.
Embora Estremoz seja, cada vez mais, "um caso sério" da gastronomia no Alentejo, Évora é a grande "Meca".
Quando estou em Évora, arrependo-me sempre de não regressar à Tasquinha do Oliveira, ao Dom Joaquim, ao Moinho do Cu Torto, ao Origens, ao Tua Madre, ao Quarta-Feira - e sei lá a quantos outros excelentes lugares que por lá há, para além dos que se criaram fama e se deitaram na cama.
1.10.25
Adeus, "Costa do Sol"!
Há já uns bons anos, alguém me disse que, em Vila Pouca de Aguiar, tinha surgido um novo restaurante. Conhecia então toda a oferta de restauração, com um mínimo de qualidade, entre Vila Real e Chaves - e não era muita. Logo que pude, fui experimentar a novidade. E, desde esse dia, para sempre, fiquei cliente da casa. Com o tempo, passei a amigo e a admirador do trabalho da família Machado.
18.1.25
"Fago" (Marvão)
17.1.25
"Bougain" (Cascais)
21.12.24
"Quem quer regueifas?"
A regueifa, tostada ligeiramente por fora, tem uma textura muito própria e liga lindamente com qualquer doce, ou barrada simplesmente com manteiga. Para mim, o maior defeito da regueifa é que, passadas algumas horas, o miolo torna-se borrachoso e passa àquilo que, em minha casa, se costuma designar por "fase Firestone" dos pães. Acontece o mesmo com as baguetes de pão francês. Para evitar isso, só há uma solução: congelar ou comer logo. Sou um adepto militante da segunda solução.
Na nova A4, não há regueifas à venda, claro. E, ontem, sei lá bem porquê, talvez nostalgia de outros Natais, apetecia-me comer uma regueifa. Por isso, saído do Porto, deu-me para regressar à "estrada velha" e ir à procura de regueifas. Bati com o nariz no balcão de várias casas: as regueifas já estavam esgotadas, tinham-se vendido da parte da manhã. Para um cliente vespertino como eu, era uma péssima notícia. Mas não desisti. E, com a ajuda do "tio Google", consegui comprar uma bela regueifa nos arredores de Penafiel (embora o seu formato não seja o clássico que figura na imagem). Deixo o nome da casa, uma magnífica pastelaria, com serviço extremamente atencioso, não longe do hospital: "Cacaulate". Entrei à procura de regueifas, deixei-me atrair também pelos doces. É a vida! Tão cedo não faço análises, é o que me vale...
17.12.24
"Magano" (Lisboa)
Não sou um cliente habitual, sou apenas um episódico visitante do "Magano", o clássico restaurante na Tomás da Anunciação, em Campo de Ourique. Na minha vida, terei ido lá menos de uma vintena de vezes.
14.12.24
"Snob Bar" (Lisboa)
Fui lá jantar ontem, ainda antes da inauguração oficial, que terá lugar na 2ª feira: tinha visto a notícia da reabertura num jornal e reservei pelo Fork. Foi tudo muito bom! Pedimos o clássico bife, que veio com uma carne do lombo excelente, e um bacalhau à Braz de muita qualidade. Abrimos com a partilha de uma dose de gambas ao alho, tudo no ponto. As sobremesas eram bastante boas. A lista de vinhos (e outros alcoóis) é adequada (o limoncello é um acrescento que sugiro). Os preços são razoáveis, desejando-se que seja possível manterem-se assim.
O serviço, agora com a marca de qualidade do sempre excelente Café de São Bento, deixa a anos-luz o atendimento, esforçado mas muito menos profissional, que o velho Snob oferecia. Mas, claro, não esqueci por ali a figura do senhor Albino, que, depois da reforma da dona Maria, tinha passado, desde há já uns anos, para a cozinha. Com o fim do fumo, o velho Snob tinha sofrido uma grande machadada na clientela, como o próprio senhor Albino reconhecia. Ainda bem que o Snob pode ter agora uma continuidade, sem contudo se descaraterizar.
O Snob estará aberto todos os dias da semana, entre as 19.00 horas e as 02.00 da manhã.
Muito boa sorte é o que lhe desejo! Continuarei cliente, claro.
24.11.24
"Solar dos Pintor"
Não, não é "dos Pintores": é do Pintor. Onde fica? Fica em Santo Antão do Tojal. Não sabe onde é? Ó diabo! Conhece A-das-Lebres? Também não? Bom, Loures já conhece, não é? Sai da autoestrada para lá e, depois, ponha o Wase ou o Google Maps. É mais fácil assim. De Lisboa (depende de onde estiver em Lisboa, claro) leva uns 20 minutos. A certa altura, dado o tipo de estrada, vai achar que se perdeu. Nessa altura, pode ter a certeza: é mesmo por aí.
3.11.24
"Cavalariça" (Évora)
Muito bem, diga-se desde já. Trazia comigo umas reticências, desde uma ida ao homónimo "Cavalariça" da Comporta, em julho, que comunga muitas das opções da carta.
Perdi hoje essas reticências. Tudo o que se pediu estava excelente. O serviço é de um profissionalismo raro: sofisticado sem ser arrogante, conhecedor sem ser impositivo. Desde o pão (da casa) às sugestões (muito certeiras) do vinho, passando pela qualidade e apresentação de tudo o que se pediu para partilha, até à excelente sobremesa (vários chocolates), tudo estava a preceito. O ritmo do serviço também foi perfeito. O preço só seria excessivo se a qualidade do que se provou não estivesse à altura, o que não foi o caso.
Reconciliei-me com o "Cavalariça". É um chão a que regressarei, em breve. E de que deixo fotografia.
2.11.24
Alentejo desencantado
Desencantado é como saio deste meu fim de semana gastronómico no Baixo Alentejo.
De cinco restaurantes experimentados, apenas um passou a fasquia do razoável. E acontece-me isto a mim, que passo o tempo a elogiar a cozinha alentejana!
Ainda este mês, a Academia Portuguesa de Gastronomia, de cuja direção faço parte, vai entregar o seu prémio anual "Maria de Lourdes Modesto", destinado a premiar um restaurante de cozinha tradicional portuguesa, à "Mercearia do Gadanha", em Estremoz.
Haverá um contraste Norte/Sul na qualidade da restauração alentejana? Ou fui eu que escolhi mal as mesas, não obstante andar atulhado com guias, com indicações de amigos comilões e outras de amigos conhecedores?
1.11.24
Para o que me havia de dar!
O empregado do restaurante ficou um pouco banzado, mas lá serviu, como eu tinha pedido, uma ameixa de Elvas a acompanhar o Toucinho do Céu. E não é que liga bem?
22.10.24
"Santa Luzia" (Viseu)
Acresce que, à volta da cidade de Viseu, tinham entretanto surgido propostas curiosas, desde a sofisticada "Mesa de Lemos" à comida de tacho do "Cantinho do Tito", passando pelo surpreendente "De Raíz". E, claro, havia sempre a segurança do "Caçador" e da "Arouquesa", com o restaurante da Pousada a continuar a não mostrar garra e o "Cortiço" a fazer saudades do D. Zeferino, em tempos em que a "Trave Negra" por ali chegou a pedir meças.
Tudo isto para dizer que me decidi hoje, numa viagem entre Vila Real e Lisboa, a regressar ao "Santa Luzia". Como me recordava que o espaço interior era vasto, ainda tive a tentação de não reservar, mas optei por fazê-lo, como me ocorre 99% da vezes. Em boa hora o fiz: a casa encheu! Mesmo tendo imensos lugares!
A arquitetura da casa, que creio que já tem mais de uma década neste seu formato, é simpática, moderna, arejada, com estacionamento próprio e espaço exterior atencioso para fumadores.
O serviço foi diligente, sabedor e excecionalmente acolhedor. Tudo o foi pedido estava muito bem apresentado. Alguns "mas": quer uma vitela assada quer o caldo verde que a antecedeu ganhariam em ter um pouco mais de apuro. O galo "pica-no-chão" estava com excelente sabor, embora um pouco demasiado "al dente" (embora galo e frango não tenham a mesma textura, eu sei). As sobremesas provadas eram muito boas. Bebeu-se um tinto do Dão, da casa, que não desmereceu. No meu rácio satisfação/preço, o "Santa Luzia" saiu aprovado. Deixo o registo.
20.10.24
"1° Direito" (Lisboa)
É um " self- service", aviso já para os que não são grandes apreciadores do género - e eu, em regra, estou com eles. (Houve um tempo em que minha preguiça ia ao ponto de considerar que a "fondue" e a "raclette" me davam demasiado trabalho).
"Ararate" (Lisboa)
Finalmente, fui hoje comer ao "Ararate", um restaurante arménio em Lisboa, perto da Gulbenkian, de que me falavam bem. O espaço tem uma decoração banal, resistindo aos arrebiques folclóricos. Que tivesse dado conta, também não havia por ali referências à Arca de Noé, o velho mito local ligado ao Monte Ararat, com que me lembro de ter sido brindado quer em Yerevan, quer numa zona da Turquia vizinha do monte.
2.10.24
"Adega do Costa" (Lisboa)
Juro que não sou acionista da casa e que o restaurante não pertence à minha família. Fui à "Adega do Costa", na Marquês de Tomar (com estacionamento fácil, num parque bem próximo), pela primeira fez, há cerca de dois anos. Fiz a visita com um consagrado crítico gastronómico, em cujo conselho confio cegamente. Gostei, sem ficar deslumbrado. Na memória, tinha guardado a lista de vinhos, a bom preço. Ontem, testei-a. Falhavam algumas das marcas da carta, que sucessivamente pedi, mas a recomendação final que me foi feita pela gente da casa foi correta. Perdoei. Éramos quatro comensais, experimentámos três pratos e tudo estava a preceito. Devo dizer, contudo, em abono da verdade, que o meu bacalhau, sem que estivesse mal, ficou um pouco aquém das minhas expetativas. Mas eu sou um conhecido chato na matéria, porque trago arquivado na memória gustativa um exigente mapa dos "benchmarks" do bacalhau, do norte a sul do país. A senhora que cozinha passou duas vezes pela nossa mesa e a alegria que projetava no trabalho é digna de uma especial nota. Também o serviço de mesa deve ter destaque, pela grande simpatia e profissionalismo. Assim, deixo um conselho: visitem a "Adega do Costa" e digam que foi um "primo" que recomendou que por lá fossem. Eu vou voltar em breve.
28.9.24
"Oh! Lacerda" (Lisboa)
Foi ontem. Tinham sido quase três horas de concerto. Extraordinária, aquela que foi a primeira das muitas noites que, nos próximos meses, vamos passar no auditório principal da Gulbenkian. Desta vez foi "A Danação de Fausto", de Berlioz. Começou às sete, abancámos para o jantar/ceia no "Oh! Lacerda" às dez.
"Snob" (Lisboa)
27.9.24
"Solar dos Duques" (Lisboa)
"Come-se muito bem aqui", disse-me o amigo com quem ontem fui jantar ao "Solar dos Duques", em Campo de Ourique. É verdade. Vamos tantas vezes a um restaurante, habituamo-nos tanto a um lugar, que já nem valorizamos a constância da qualidade que a casa nos proporciona.




























